Quais estados mais reprovaram alunos na escola em 2025? Veja ranking

Quais estados mais reprovaram alunos na escola em 2025? Veja ranking
Prática de impedir o avanço do aluno para a série seguinte costuma ser criticada por especialistas em educação, por aumentar o risco de evasão escolar. Índices de reprovação foram os menores da última década no 6º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio.
Os novos dados do Censo Escolar 2025, divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que a prática de reprovar alunos continua em queda no país.

O 6º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio — etapas que costumam ter as taxas mais altas de “repetência” — registraram os menores índices da série histórica, iniciada em 2015.

Marca o início do ciclo de anos finais, quando o aluno passa a ter um professor para cada disciplina, por exemplo.A média nacional em 2025 foi de 3,6%. Em 2015, de 13,80%.

O estudante sai do ensino fundamental e encontra uma dinâmica diferente, com mais disciplinas, como física e química. Dificuldades de aprendizagem dos anos anteriores, especialmente em português e matemática, costumam ficar mais evidentes quando o conteúdo se torna mais complexo.A média nacional de reprovação em 2025 foi de 4,4%, versus 16,6% em 2015.

Observação: A análise não considera os anos de 2020 e 2021, na pandemia de Covid-19, quando o longo período de fechamento das escolas levou as redes a evitarem reprovações.

➡️A reprovação escolar é alvo de debate há décadas no Brasil.De um lado, especialistas apontam que repetir de ano aumenta o risco de abandono dos estudos, amplia a defasagem entre idade e série (o aluno retido é mais velho do que o restante da turma) e pode contribuir para o afastamento gradual dos estudantes da escola. De outro, há preocupações de que a redução das taxas de repetência ocorra sem que as dificuldades de aprendizagem sejam efetivamente superadas.

Abaixo, veja quais estados mais reprovaram alunos nessas duas séries.

O Ministério da Educação não tem um levantamento oficial sobre quais redes públicas adotam a progressão continuada (conhecida popularmente como “aprovação automática”). Mas é importante lembrar que, mesmo nos casos em que esse modelo é aplicado, os alunos podem ser reprovados no último ano de cada ciclo. Esse esquema é permitido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas cada estado tem o direito de decidir se e como vai aderir a ele.