Mounjaro fica mais barato no Brasil em meio à movimento de canetas brasileiras, versões manipuladas e entrada de ilegais

Mounjaro fica mais barato no Brasil em meio à movimento de canetas brasileiras, versões manipuladas e entrada de ilegais
Programa de fidelidade da Lilly dá descontos de mais de R$ 1 mil na compra do medicamento; veja como ficam os valores para cada caneta.
A Eli Lilly anunciou descontos de mais de R$ 1 mil na compra do Mounjaro com seu programa de fidelidade. O movimento ocorre em um momento de disputa acirrada pelo mercado brasileiro de canetas para perda de peso, hoje pressionado porversões manipuladas em escala industrial, produtos importados ilegalmente e a chegada de canetas de semaglutida nacionais mais baratas.

Veja como ficam os novos valores:

Disputa no mercado de manipulados

A Lilly é a única detentora da patente da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Ainda assim, a legislação brasileira autoriza farmácias de manipulação a produzir a substância para uso individual, mediante prescrição médica.

O problema é que essa produção, que deveria atender pedidos pontuais, passou a operar em escala industrial.

Para se ter uma dimensão, em seis meses,Brasil importou insumos suficientes para produzir 25 milhões de doses de tirzepatida manipulada.

Especialistas apontam que isso se desenha como um mercado informal, pressionando as industrias. A Anvisa anunciou que vai adotar medidas para reforço na fiscalização de doses manipuladas. No entanto, a discussão das medidas a serem implantadas ainda não foi feito.

Semaglutida nacional

O mercado de canetas usadas no tratamento da obesidade e diabete vem ganhando novas opções coma chegada da versão nacional da semaglutida.

A patente caiu no início do ano e a EMS, farmacêutica brasileira, foi a primeira a ter o aval para uma produção nacional do medicamento.

A Ozivy, que usa o mesmo princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy chega ao mercado na próxima semana com preços a partir de R$ 452 cada, quase metade do praticado atualmente no mercado.

A empresa apresentou um plano de tratamento em que, nos primeiros três meses, as canetas com doses suficientes para 90 dias custam R$ 863,23 — uma média mensal de R$ 287 para o paciente.

Na movimentação do mercado, a Eurofarma, que produz a Extensior e Poviztra, também à base de semaglutida, anunciou redução de preços.

Para as doses de início do tratamento, os pacientes encontram no mercado os medicamentos com preços entre R$ 399 e R$ 599.