Israelafirmou ter atacado "mais de 80 alvos" noLíbanonesta sexta-feira (19) e matado "dezenas" de membros doHezbollah, em um comunicado nas redes sociais.
As Forças Armadas israelenses disseram que ofensiva foi uma resposta às "repetidas e flagrantes violações do cessar-fogo" pelo grupo extremista, depois de anunciarem, pouco antes, que quatro oficiais morreram em combates no sul doLíbanona quinta-feira (18) e que quatro ficaram feridos em um ataque de drone.
"Durante a noite, as Forças de Defesa deIsraelatacaram mais de 80 centros de comando, terroristas, posições de lançamento e outros locais de infraestrutura terrorista na região de Nabatieh e em outras áreas do sul doLíbano, dentro e além da Zona de Segurança. Há pouco tempo, em resposta às repetidas violações do cessar-fogo pela organização terroristaHezbollah, atacaram dois centros de comando doHezbollahno Vale do Beqaa, enquanto terroristas doHezbollahoperavam dentro deles", revela a mensagem.
De acordo com a rede britânica BBC, citando o Ministério da Saúde libanês,pelo menos 18 pessoas foram mortas nos bombardeios.
O primeiro-ministroBenjamin Netanyahutambém se pronunciou. Lamentou a morte dos soldados e declarou queIsraelnão tolerará ataques contra seus soldados ou território, ereafirmou queIsraelnão deixará oLíbano.
"A minha diretiva é clara:Israelnão tolerará ataques às nossas tropas ou ao nosso território, e cobrará um preço muito elevado doHezbollahpor estes ataques. As FDI agirão para frustrar qualquer ameaça às nossas forças e ao nosso território", postou na rede social X.
A Zona de Segurança citada no comunicado das FDI é uma grande área do sul doLíbano, demarcada a cerca de 10 quilômetros de distância para a fronteira deIsrael. O objetivo, segundo o governo deBenjamin Netanyahu, é "fortalecer a defesa dos residentes do norte deIsrael".
Um mapa mostrando onde o governo israelense deseja mantera ocupação de suas tropas no território libanês(veja acima)foi divulgado nesta quinta, em desafio ao acordo firmado entreEstados UnidoseIrã.
"Soldados continuam sua missão no sul doLíbano, com foco em desmantelar a infraestrutura estratégica subterrânea que a organização terroristaHezbollahconstruiu na área de Beaufort ao longo de muitos anos", reafirmou o Exército israelense nesta sexta.
Oacordo de paz assinado na quarta-feira pelos EUA com o Irãnesta quarta-feira (17) exige ofim dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, e que as partes garantam “a integridade territorial e a soberania" do país.
O primeiro-ministro deIsrael,Benjamin Netanyahu, no entanto, vem rejeitando continuamente os apelos do presidente norte-americano,Donald Trump, para retirar suas tropas do território libanês e parar com os bombardeios.
Duas autoridades israelenses, incluindo uma autoridade de alto escalão próxima a Netanyahu, que falaram à agência de notícias Reuters sob condição de anonimato, afirmaram nesta quinta queIsraelestá mantendo negociações com os EUA sobre a manutenção do destacamento de suas tropas no sul doLíbanoe as descreveu como "difíceis".
Ambos disseram queIsraelnão recuaria da posição de que suas tropas permaneceriam mobilizadas noLíbanoe criticaram o acordo firmado pelos EUA, dizendo que ele não foi longe o suficiente para abordar as preocupações israelenses em relação ao programa nuclear iraniano.
Na semana passada, opresidente dos EUA admitiu pela primeira vez que havia tido uma discussão acalorada com o premiê israelense, seu aliado de longa data.
Trump chegou a afirmar que chamou Netanyahu de "louco" enão escondeu sua frustração com as ações militares de Israel na capital libanesa, Beirute, afirmando que não era necessário bombardear prédios residenciais inteiros para caçar militantes doHezbollah.
O republicano sugeriu até que a Síria passasse a lidar com o grupo extremista:"SeIsraelnão consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo".
Israel afirma ter atacado 'mais de 80 alvos' no Líbano e matado 'dezenas' de membros do Hezbollah; VÍDEO
Em comunicado, as Forças Armadas israelenses disseram que ofensiva foi resposta às repetidas e flagrantes violações do cessar-fogo pelo grupo extremista.