O Ministério da Saúde da França anunciou nesta quarta-feira (24) a confirmação doprimeiro caso positivo de Ebolano país durante o atual surto da doença.
O paciente, que retornava de uma missão humanitária na República Democrática do Congo, foi imediatamente encaminhado para um hospital de referência, encontra-se em estado estável e está sendo tratado sob protocolos rigorosos de segurança biológica.
O comunicado afirma que a França dispõe de estruturas especializadas para lidar com doenças altamente transmissíveis.O paciente está isolado desde sua chegada, e uma investigação epidemiológica está em andamento para identificar possíveis contatos. Essas pessoas deverão cumprir21 dias de isolamento domiciliarcom monitoramento contínuo pelas autoridades regionais de saúde.
A pasta acrescentou queo risco para a população europeia em geral é considerado baixo.Um sistema de acompanhamento específico foi implementado para o retorno de humanitários franceses ao país.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto no Congo já infectou mais de 1.000 pessoas e causou 267 mortes, sendo o episódio com maior número de casos confirmados no primeiro mês de ocorrência da doença.
Segundo a OMS, o Ebola é umadoença rara, mas grave em humanos, que frequentemente leva à morte – ataxa média de letalidade da doença é de 50%. Ela é causa por vírus que pertencem ao gêneroOrthoebolavirus.
Seis espécies desse vírus já foram identificadas até o momento, sendo que três causaram grandes surtos:
A doença surgiu pela primeira vez em 1976, no Sudão e no Congo, sendo o surto de 2014-2016, na África Ocidental, o mais grave já registrado.
2. Como o vírus é transmitido?
O vírus étransmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos, porcos espinhos e primatas.
Ele sedissemina entre os humanos pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais depessoas infectadase com superfícies e materiais contaminados.
3. Quais os principais sintomas da doença?
Os principais sintomas do Ebola incluem:
Em casos graves, há também sinais de comprometimento das funções renais e hepáticas. Ointervalo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias.
5. Existe vacina contra o ebola?
Sim, mas não para a variante que causa o surto na República Democrática do Congo.
Atualmente, háduas vacinas aprovadaspara a doença: Ervebo e Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada como parte da resposta a surtos. Mas os imunizantes não combatem a variante Bundibugyo.
O Congo aguarda o envio, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, de doses de uma vacina experimental desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford para diferentes tipos do vírus.
6. Qual o tratamento para a doença?
Para tratar a doença, a OMS recomenda o uso dos anticorpos monoclonaismAb114(ansuvimab) ouREGN-EB3(Inmazeb).
➡️Osanticorpos monoclonaissão proteínas produzidas em laboratório desenvolvidas paraagir como o sistema imunológico natural.
Não existem terapias aprovadas para outras doenças causadas pelo Ebola, mas produtos com potencial para tratamento estão em desenvolvimento.
7. A declaração da OMS de emergência de saúde internacional indica que existe risco de uma epidemia global?
Não necessariamente. Segundo a OMS, o risco de propagação de surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda éalto nos níveis nacional e regional, mas baixo em escala global.
Adeclaração da organizaçãoressalta que o surto ainda "não cumpre critérios de emergência pandêmica".
Apesar do risco baixo de epidemia global, há um preocupação com a possibilidade de propagação internacional devido à intensa mobilidade populacional.
Na declaração, a entidade sanitária afirma que se "requer coordenação e cooperação em nível internacional para compreender o alcance do surto, coordenar as medidas de vigilância, prevenção e resposta, ampliar e reforçar as operações e garantir a capacidade para aplicar medidas de controle".
França registra 1° caso de ebola; paciente é um médico que atuava na República Democrática do Congo
O paciente está isolado desde sua chegada, e uma investigação epidemiológica está em andamento para identificar possíveis contatos.