Umbombardeiro B-52 Stratofortress caiu na segunda-feira (15) logo após decolar da Base Aérea Edwards, a 160 km de Los Angeles, na Califórnia. Todos as as oito pessoas a bordo morreram.
A aeronave de oito motores, construída para transportar uma ampla gama de bombas, tanto nucleares quanto convencionais, estava em uma missão de teste de rotina quando caiu na pista do Aeroporto Internacional de Edwards logo após a levantar voo, disse o coronel da Força Aérea James Hayes em uma coletiva de imprensa horas depois.
Uma densa nuvem de fumaça preta que se elevava do local do acidente era visível a quilômetros de distância imediatamente após a queda.
Ele afirmou que a "tripulação mista" a bordo da aeronave era composta por civis do governo, contratados do governo e militares uniformizados.A Boeing, que projetou e construiu o avião, informou que dois de seus funcionários estavam entre os mortos.
O voo tinha como objetivo apoiar um programa de modernização de radares, disse Hayes aos repórteres. A causa do acidente é desconhecida até o momento e será investigada.
Hayes acrescentou, porém, que a Força Aérea dos EUA "rapidamente considerou que era impossível que o acidente tivesse deixado sobreviventes".
Autoridades da Força Aérea não divulgaram os nomes das vítimas, alegando que ainda estavam em processo de notificação dos familiares.
'Espinha dorsal' da Força Aérea dos EUA
O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing que transporta armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950, e o bombardeiro segue como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana.
Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dosEstados Unidosdurante a Guerra Fria.
O modelo tem diferentes variantes. A versão “H”, por exemplo, pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro. No geral, o B-52 pode transportar até 32 toneladas de armamento, entre bombas, minas e mísseis.
O bombardeiro têm oito motores e podem voar a até 15 mil metros de altitude, o que coloca a aeronave acima da maior parte do campo de batalha. Essa capacidade, combinada com ataques de alta precisão, amplia o apoio aéreo em ofensivas.
O anúncio do uso de B-52 no Irã foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão em Isfahan. O alvo seria um depósito de munições.
Ainda não está claro se as aeronaves foram responsáveis pela operação divulgada por Trump. Até a última atualização desta reportagem, o Irã também não havia se pronunciado sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos.
Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação a bombardeios recentes que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos citados está a Boeing, fabricante do bombardeiro B-52.
"As principais instituições envolvidas em operações terroristas serão alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para a própria segurança", afirmou a organização.
"Moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e buscar um local seguro."
Além da Boeing,outras 17 empresas foram listadas,incluindo gigantes de tecnologia. Veja a seguir:
BoeingG42Spire SolutionGETeslaJP. MorganNvidiaPalantirDellIBMMetaGoogleAppleMicrosoftOracleIntelHPCisco
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